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Glossário de cartão virtual

Explicações detalhadas dos conceitos essenciais de cartão virtual e pagamentos internacionais — leitura obrigatória para iniciantes e consulta rápida para quem já usa e encontra um termo desconhecido.

Cobre tipos de cartão, autorização, compensação e liquidação, autenticação 3-D Secure, tokenização, disputas e chargebacks, conformidade e mais — 11 categorias, 100 termos. Cada verbete traz definição, posição no fluxo de pagamento, exemplo prático e dúvidas comuns.

Tipos e formatos de cartão10

Cartão virtual

O cartão virtual é o produto de cartão que fornece em formato digital as credenciais de pagamento, como número e data de validade, e cuja origem dos recursos pode ser um limite de crédito, o saldo da conta ou fundos da empresa.

Número de cartão virtual

O número de cartão virtual (VCN) é a credencial de número de cartão gerada para uso online ou em cenários específicos, que pode estar vinculada à conta real de origem dos recursos, mas não é a própria conta.

Cartão virtual de uso único

O cartão virtual de uso único é o cartão virtual emitido para uma única transação ou para um único uso em um lojista, que perde a validade assim que essa condição é cumprida.

Cartão virtual multiuso

O cartão virtual multiuso é um cartão virtual que pode ser usado em vários pagamentos dentro do prazo de validade e das regras de controle e é comum em assinaturas ou compras contínuas.

Cartão de crédito físico

O cartão de crédito físico é o cartão de pagamento em formato físico vinculado a um limite de crédito, aceito em pagamentos presenciais e que, em geral, também funciona em compras online.

Cartão de débito

O cartão de débito é o cartão bancário que, em geral, debita as compras diretamente da conta corrente ou da conta de pagamento do titular do cartão, com gastos limitados ao saldo disponível e ao cheque especial, se houver.

Cartão pré-pago

O cartão pré-pago é um produto de cartão carregado com recursos antes de ser usado, que pode ser nominal ou ao portador e cujo escopo de uso depende do programa de emissão e das regras locais.

Cartão corporativo

O cartão corporativo é o cartão que a empresa fornece aos funcionários para despesas de trabalho, em geral com limites, restrições por categoria de estabelecimento e regras de prestação de contas.

Cartão empresarial

O cartão empresarial é um produto de cartão voltado às despesas do dia a dia de empresas e profissionais autônomos, com responsabilidade pelo pagamento e funções que variam conforme o programa de emissão.

Cartão de compras

O cartão de compras é o cartão comercial criado para o processo de compras da empresa, com foco no controle de gastos com fornecedores, nas aprovações e em dados de transação mais detalhados.

Participantes e instituições18

Titular do cartão

O titular do cartão é a pessoa autorizada a usar um cartão ou uma conta de cartão, cujos direitos, responsabilidades e vínculo de identidade são definidos pelos contratos da conta e de emissão.

Emissor do cartão

O emissor do cartão é a instituição que emite o cartão ou as credenciais de pagamento ao titular do cartão e assume responsabilidades como a autorização e a gestão da conta.

Banco emissor

O banco emissor é a instituição licenciada que exerce a função de emissor na condição de banco, sendo um tipo de emissor do cartão, e não uma bandeira.

Adquirente

O adquirente é a instituição que habilita o lojista a aceitar pagamentos com cartão, envia as transações e participa da liquidação financeira.

Banco adquirente

O banco adquirente é a instituição que presta serviços de adquirência na condição de banco e pode se conectar aos lojistas diretamente ou por meio de processadores e provedores de serviços de pagamento.

Bandeira do cartão

A bandeira do cartão é a rede de pagamentos que conecta o lado emissor ao lado adquirente e define as regras técnicas e operacionais da rede, e não é o mesmo que o banco emissor.

Patrocinador de BIN

O patrocinador de BIN é a instituição licenciada que permite a um parceiro em conformidade operar um programa de cartões sob sua licença de emissão e sua faixa de números, assumindo as responsabilidades de supervisão correspondentes.

Processador do emissor

O processador do emissor executa, para o lado emissor, o processamento técnico de contas de cartão, decisões de autorização, registros de transações, ciclo de vida do cartão e funções semelhantes.

Processador do adquirente

O processador do adquirente cuida, para o lado adquirente, das mensagens de transação dos lojistas, do roteamento, da conciliação e da conexão técnica com as bandeiras.

Gestor do programa

O gestor do programa coordena as parcerias de emissão, as regras do produto, a operação voltada aos clientes, os processos de conformidade e os fornecedores, mas não necessariamente detém licença de emissão.

Provedor de serviços de pagamento

O provedor de serviços de pagamento (PSP) ajuda o lojista a aceitar uma ou mais formas de pagamento por meio de uma interface técnica e de serviços unificada, com papel jurídico que varia conforme o modelo.

Gateway de pagamento

O gateway de pagamento é a porta de entrada técnica que recebe, formata e encaminha com segurança os dados de pagamento do lojista e, em geral, não é a entidade adquirente responsável pelos recursos.

Processador de pagamentos

O processador de pagamentos é a empresa de serviços técnicos que cuida de mensagens de transação, roteamento, registros e conciliação para os participantes do pagamento, com escopo que varia conforme o modelo de negócio.

Lojista

O lojista é a parte que oferece produtos ou serviços aos clientes e aceita pagamentos, e tanto plataformas online quanto lojas físicas podem atuar como lojistas.

Merchant ID

O Merchant ID (MID) é o identificador que o sistema de adquirência ou de pagamentos atribui à relação de aceitação do lojista, usado para roteamento, conciliação e gestão de risco, e não um número público da loja.

Código de categoria do estabelecimento

O código de categoria do estabelecimento (MCC) é o identificador, em geral de quatro dígitos, da principal categoria de negócio do lojista e influencia as regras de aceitação, os programas de recompensas e as decisões de risco.

Merchant of Record

O Merchant of Record (MoR) é a parte que aparece como responsável pela venda na fatura ou no extrato do cliente e nos registros da transação e que normalmente responde pela cobrança, pelos estornos e pelas obrigações relacionadas ao cliente.

Facilitador de pagamentos

O facilitador de pagamentos (PayFac) é a entidade que, no âmbito de um acordo com um adquirente, oferece credenciamento simplificado e gestão operacional a vários sublojistas e assume as responsabilidades de controle de risco acordadas.

Autorização e liquidação16

Autorização

A autorização é o processo em que o lado emissor decide se aprova uma transação com base na situação da conta, no valor e nas informações de risco, e não significa que o lojista já recebeu o pagamento em definitivo.

Solicitação de autorização

A solicitação de autorização é a mensagem estruturada que o lado do lojista envia ao lado emissor pela cadeia de pagamento para pedir a aprovação da transação.

Resposta de autorização

A resposta de autorização é a mensagem pela qual o lado emissor devolve a aprovação, a recusa ou outro resultado, geralmente com um código de resposta e os dados de transação necessários.

Código de autorização

O código de autorização é o identificador gerado quando a transação é aprovada e devolvido na resposta, usado para vincular a captura e a conciliação posteriores, mas não é uma senha de segurança.

Código de recusa

O código de recusa é o código que indica a categoria do motivo ou a orientação de tratamento quando a transação não é aprovada, e a explicação mostrada ao usuário costuma ser simplificada.

Recusa temporária

A recusa temporária é a recusa que pode ser resolvida com uma autenticação complementar, a correção dos dados ou uma nova tentativa mais tarde, mas a possibilidade de tentar de novo depende do motivo específico.

Recusa definitiva

A recusa definitiva é a recusa que, em geral, não deve ser seguida de novas tentativas imediatas e repetidas com a mesma credencial e pode envolver conta inválida, restrições ou uma decisão de risco explícita.

Pré-autorização

A pré-autorização é a modalidade de autorização em que primeiro se reserva um valor do saldo ou do limite disponível e só se faz a captura depois que o valor final é definido, comum em hotéis e locadoras de veículos.

Autorização incremental

A autorização incremental é a solicitação de um valor autorizado adicional, feita sobre a pré-autorização original quando o valor previsto aumenta.

Autorização parcial

A autorização parcial é a aprovação de apenas parte da transação quando o valor disponível não cobre o total, e o sistema do lojista precisa estar preparado para tratar a diferença em seguida.

Reversão de autorização

A reversão de autorização é a mensagem que pede ao lado emissor para liberar o valor reservado por uma autorização que deixou de ser necessária, geralmente por cancelamento da transação, tempo esgotado ou mudança no valor.

Captura

A captura é a etapa em que o lojista, depois da autorização, confirma a transação e a envia para a compensação, e não significa que a liquidação entre as partes já foi concluída.

Cancelamento de transação

O cancelamento de transação é o cancelamento da transação original antes que a captura ou a liquidação seja concluída e costuma ser diferente do estorno feito depois que a transação é lançada.

Compensação

A compensação é a etapa em que os participantes trocam os dados das transações, conferem os valores e calculam o que cada um tem a pagar e a receber, com foco nas informações e no cálculo dos valores líquidos.

Liquidação

A liquidação é a etapa em que os recursos são efetivamente transferidos entre os participantes com base no resultado da compensação, e o prazo para o valor ser creditado ao lojista ainda depende do contrato.

Estorno

O estorno é a devolução, por iniciativa do lojista, de todo o valor de uma transação original ou de parte dele, e não é o mesmo que o chargeback aberto pelo titular do cartão por meio de uma disputa.

Tipos de transação15

Transação pendente

A transação pendente é a operação que já tem registro de autorização ou de processamento, mas ainda não foi lançada em definitivo na fatura ou no extrato da conta, e cujo valor e status ainda podem ser ajustados.

Transação lançada

A transação lançada é a operação já registrada formalmente no histórico de transações da conta, que afeta a fatura ou o saldo e cujas correções posteriores costumam exigir um estorno ou um processo de disputa.

Transação com cartão não presente

A transação com cartão não presente (CNP) é aquela em que, no pagamento, nem o cartão nem o titular estão diante de um equipamento de aceitação para uma leitura física, como na maioria das compras online e dos pedidos por telefone.

Transação com cartão presente

A transação com cartão presente (CP) é aquela em que um ponto de aceitação físico lê o cartão, ou a credencial dele armazenada em um dispositivo, por chip, por aproximação ou por outros meios.

Transação de e-commerce

A transação de e-commerce é a compra remota feita por site ou aplicativo, que em geral é uma transação com cartão não presente e envolve gateway, controle de risco e autenticação.

Pedido por correio ou telefone

O pedido por correio ou telefone (MOTO) é a transação com cartão não presente que o lojista inicia a partir dos dados do pedido que o cliente informa por correio ou telefone, com regras de processamento e de risco diferentes das de um pagamento comum em site.

Credencial armazenada (credential on file)

A credencial armazenada (COF) é a credencial de pagamento ou o token que o lojista ou seu provedor de serviços guarda com segurança, com o consentimento do cliente, para uso em transações posteriores.

Transação iniciada pelo titular do cartão

A transação iniciada pelo titular do cartão (CIT) é aquela que o próprio titular do cartão inicia, participando ativamente no momento, e que pode servir de base de autorização para transações posteriores iniciadas pelo lojista.

Transação iniciada pelo lojista

A transação iniciada pelo lojista (MIT) é a operação subsequente que o lojista inicia sem a participação online do titular do cartão, com base em um acordo já existente e em credenciais válidas.

Cobrança recorrente

A cobrança recorrente é o pagamento feito de forma repetida conforme um calendário combinado previamente, com valor que pode ser fixo ou variar conforme o uso do serviço.

Pagamento por assinatura

O pagamento por assinatura é o pagamento periódico ou de renovação cobrado com base em um contrato de assinatura para manter o acesso contínuo a conteúdo, software ou serviços.

Pagamento parcelado

O pagamento parcelado é o acordo que divide o valor de uma compra em parcelas, pagas ou cobradas conforme o combinado, com custos e responsabilidades que dependem de quem oferece o parcelamento e das regras de cada região.

Verificação de conta

A verificação de conta é a checagem que confirma se a conta do cartão ou a credencial pode ser usada, sem concluir uma cobrança normal de compra.

Autorização de valor zero

A autorização de valor zero é uma mensagem de verificação de conta enviada com valor zero, usada para checar a situação da credencial sem reservar nenhum valor de compra.

Descritor da fatura

O descritor da fatura é o nome do lojista ou a descrição da transação que aparece na fatura ou no extrato do titular do cartão para ajudar a identificar a cobrança, com formato de exibição limitado pelo tamanho e pelas regras de cada sistema.

Autenticação e segurança7

3D Secure

O 3D Secure (3DS) é o protocolo de autenticação do titular do cartão em pagamentos com cartão não presente, que permite ao lojista, ao lado emissor e ao domínio de interoperabilidade trocar dados de autenticação e de risco.

EMV 3-D Secure

O EMV 3-D Secure (EMV 3DS) é o conjunto moderno de especificações técnicas do 3DS mantido pela EMVCo, com suporte a dados de dispositivo mais completos e aos fluxos sem atrito e de desafio.

Fluxo sem atrito

O fluxo sem atrito é o processo do 3DS que conclui a autenticação com base nos dados e na análise de risco, sem exigir interação adicional do titular do cartão.

Fluxo de desafio

O fluxo de desafio é o processo do 3DS que exige que o titular do cartão comprove a identidade em uma etapa adicional, como a confirmação no aplicativo do banco, a biometria ou um código de verificação.

Autenticação forte do cliente

A autenticação forte do cliente (SCA) é a exigência prevista na regulamentação de algumas regiões de verificar o pagador com fatores de autenticação de categorias diferentes, com escopo e exceções que variam conforme a região.

Senha de uso único

A senha de uso único (OTP) é o código de verificação válido para uma única operação ou por pouco tempo, que pode servir como fator de autenticação, mas não equivale automaticamente a uma autenticação forte do cliente completa.

Serviço de verificação de endereço

O serviço de verificação de endereço (AVS) é um serviço auxiliar de controle de risco que compara os dados numéricos do endereço informado no pagamento com os registros do emissor e devolve o resultado da correspondência.

Padrões de segurança de dados6

Padrão PCI DSS

O padrão PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard) é o conjunto de requisitos de segurança do setor criado para organizações que armazenam, processam ou transmitem dados de conta de cartões de pagamento, e não uma lei geral editada pelo governo.

Dados do titular do cartão

Os dados do titular do cartão (CHD) são, no contexto do PCI DSS, o conjunto de dados que tem o PAN como núcleo e pode incluir o nome do titular do cartão, a data de validade e o código de serviço.

Dados de autenticação sensíveis

Os dados de autenticação sensíveis (SAD) são a categoria de informações altamente sensíveis usadas para autenticar o titular do cartão ou autorizar transações, como os dados completos da trilha magnética e os códigos de verificação do cartão, cujo armazenamento após a autorização é estritamente restrito.

Criptografia de dados

A criptografia de dados usa algoritmos criptográficos para transformar dados legíveis em um formato que só pode ser recuperado com uma chave, protegendo as informações em trânsito ou armazenadas.

Mascaramento de dados

O mascaramento de dados oculta parte do conteúdo sensível quando os dados são exibidos ou usados, por exemplo mostrando só os quatro últimos dígitos do número do cartão, e não é o mesmo que criptografia.

Módulo de segurança de hardware

O módulo de segurança de hardware (HSM) é o dispositivo que gera, guarda e usa chaves criptográficas e executa operações sensíveis de criptografia dentro de um perímetro de hardware controlado.

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